quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Nurburgring Será o Palco do GP Da Alemanha


placa gp da alemanha nurburgring (Foto: Agência EFE)Circuito de Nurburgring (Foto: Agência EFE)
Após meses de indefinição, o dono dos direitos comerciais da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, confirmou que o circuito de Nurburgring será o palco do GP da Alemanha, programado para o dia 7 de julho de 2013.
- Valorizo Nurburgring e sua história. Tendo em vista sua grande tradição, estou feliz de apoiar sua escolha como local da Fórmula 1 – disse o chefão a agências de notícias.
Em julho do ano passado, o autódromo havia pedido falência, colocando em dúvida sua presença no calendário da categoria no próximo ano, já que a pista reveza o GP da Alemanha com Hockenheim, palco da prova em 2012. Entretanto, dois meses depois recebeu ajuda financeira de 254 milhões de euros (aproximadamente R$ 640 milhões) concedida pelo governo do estado alemão de Rhineland-Platinate,transação que chegou a ser investigada pela Comissão Europeia.
Confira o calendário oficial para a temporada 2013:
1ª etapa - 17 de março - GP da Austrália (Melbourne)
2ª etapa - 24 de março - GP da Malásia (Kuala Lumpur)
3ª etapa - 14 de abril - GP da China (Xangai)
4ª etapa - 21 de abril - GP de Bahrein (Sakhir)
5ª etapa -12 de maio - GP da Espanha (Barcelona)
6ª etapa -26 de maio - GP de Mônaco (Monte Carlo)
7ª etapa - 09 de junho - GP do Canadá (Montreal)
8ª etapa - 30 de junho - GP da Inglaterra (Silverstone)
9ª etapa - 07 de julho - GP da Alemanha (Nurburgring)
10ª etapa - 21 de julho – Circuito europeu a confirmar
11ª etapa - 28 de julho - GP da Hungria (Budapest)
12ª etapa - 25 de agosto - GP da Bélgica (Spa-Francorchamps)
13ª etapa - 08 de setembro - GP da Itália (Monza)
14ª etapa - 22 de setembro - GP de Cingapura (Cingapura)
15ª etapa - 06 de outubro - GP da Coreia do Sul (Yeongam)
16ª etapa - 13 de outubro - GP do Japão (Suzuka)
17ª etapa - 27 de outubro - GP da Índia (Nova Déli)
18ª etapa - 03 de novembro - GP de Abu Dhabi (Yas Marina)
19ª etapa - 17 de novembro - GP dos EUA (Austin)
20ª etapa - 24 de novembro - GP do Brasil (São Paulo)

Mclaren relembra Senna, Fittipaldi e Hamilton ao lançar o Novo Carro


Ayrton Senna, Alain Prost, Niki Lauda, Emerson Fittipaldi, Mika Hakkinen e Lewis Hamilton. Pela volta aos tempos de glória, a McLaren deu um mergulho em sua história no lançamento de seu novo carro para a temporada 2013 da Fórmula 1. No dia em que Jenson Button eSergio Pérez mostraram ao público o modelo MP4-28, a tradicional equipe britânica fez uma celebração pelos 50 anos, que serão completados em 2013.
Lançamento do carro mclaren 2013 (Foto: Agência Reuters)Jenson Button e Sergio Pérez no lançamento do carro de 2013 (Foto: Reuters)
O projeto deste ano mantém a aparência do bólido de 2012, em razão do regulamento técnico semelhante. A bela pintura metálica prata, combinada a detalhes em vermelho continua. Além da curvatura suave do bico (igual a seu antecessor), sem o degrau adotado por algumas equipes no ano passado. A grande novidade da parte técnica é a adoção do sistema pull-rodpara a suspensão dianteira, como o usado pela Ferrari na última temporada. Apesar de parecido com o modelo que ganhou sete provas no ano passado, mas pecou pela falta de confiabilidade, Button garante um carro promissor para disputar vitórias e o título:
- Parece bem similar para muitos de vocês, mas embaixo dessa pele ele é muito diferente. É o melhor carro que já fizemos -  garantiu o britânico de 33 anos, campeão mundial de 2009 pela Brawn GP.
As celebrações começaram com uma bela homenagem ao fundador da escuderia, o neo-zelandês Bruce McLaren. Foi mostrado um vídeo sobre o piloto, que morreu em 1970, na Inglaterra, quando testava o modelo Can-Am M8D, que havia projetado. No filme, em uma experiência pós-morte, ele contava a história da criação da equipe, terminado por visualizar o próprio carro batido que o vitimou.
Depois, um modelo deste carro entrou pelos corredores do Centro Tecnológico da McLaren, em Woking, na Inglaterra. Na sequência, pilotos reservas do time desfilaram com alguns carros que fizeram história na Fórmula 1: o M23, com o qual Emerson Fittipaldi levou o título de 1974; o MP4/4, vencedor nas mãos de Ayrton Senna em 1988 e o MP4-13 da primeira conquista de Mika Hakkinen. Até Hamilton, que deixou o time após seis anos para seguir para a Mercedes, não deixou de ser lembrado, com a exibição do MP4-23, do título de 2008.
MONTAGEM MOSAICO carros históricos mclaren (Foto: Divulgação)No topo, imagem do vídeo que mosta personagem de Bruce vendo o carro no acidente que o vitimou. Em seguida, fotos de arquivo do M8D de Bruce; e imagens desta sexta do M23 de Emerson; do MP4/4 de Senna; MP4-13 de Hakkinen; do MP4-23 de Hamilton e do P1, com o qual Button chegou ao evento (Foto: Divulgação)
Em seguida, foi a vez de entrarem em cena os protagonistas da McLaren nesta temporada: o britânico Button, que entra em seu quarto ano com a equipe, e o mexicano Pérez. A dupla apareceu a bordo de dois modelos esportivos da montadora. Pérez no MP4-12C Spider e Button no recém-lançado P1, modelo avaliado em mais de R$ 2 milhões.
Sergio Pérez e Jenson Button chegam com carros esporte da McLaren ao lançamento (Foto: Divulgação)Pérez e Button chegam com carros esporte da
McLaren ao lançamento (Foto: Divulgação)
Como uma criança empolgada com o brinquedo novo, o ex-piloto da Sauber não escondia a satisfação de estar começando uma história em um time tão tradicional.
- Para mim, é um grande dia. Na verdade, todos os dias desse ano têm sido ótimos. Estou incrivelmente orgulhoso em ser piloto da McLaren. Nem acredito que meu nome está escrito num carro com essa história. Ver esses carros famosos me deu vida e me toquei que estou pilotando pelo time em seu 50º aniversário. Sensação muito especial. Quero lutar pelo título – celebra o jovem de 23 anos.
MONTAGEM GALERIA MOSAICO - lançamento carro mclaren 2013 (Foto: Agência AFP)
A McLaren foi a segunda equipe a apresentar seu carro para 2013. A primeira foi a Lotus, com seu bólido "sexy". Neste sábado, será a vez de Ferrari e Force India mostrarem seus modelos. A Marussia é a única que ainda não divulgou sua data de lançamento. A temporada começa com o GP da Austrália, de 15 a 17 de março. Antes disso, os carros vão para a pista para a primeira sessão de testes de pré-temporada, de 5 a 8 de fevereiro, no circuito de Jerez de la Frontera, na Espanha.

Luiz Razia Acerta com a Marussia


Luiz Razia recebe troféu pelo vice-campeonato da GP2 (Foto: Divulgação)Razia com troféu do vice da GP2 (Foto: Divulgação)
Felipe Massa, da Ferrari, não será o único brasileiro na Fórmula 1 em 2013. Após meses de apreensão e negociações, Luiz Razia garantiu seu lugar no grid. O baiano de 23 anos acertou com a Marussia e fará sua estreia na elite do automobilismo mundial neste ano. Vice-campeão da GP2, ele será companheiro do britânico, também estreante, Max Chilton. A equipe ainda não fez o anúncio oficial. Razia mantinha conversas com a Marussia desde o ano passado e havia ficado surpreso com o anúncio de Chilton, acreditando que não teria mais chances. Porém, com a rescisão do contrato de Timo Glock no início de janeiro, o brasileiro voltou a apostar suas fichas no acerto com o time, que é baseado na Inglaterra e comandado por uma montadora russa. A estreia de Razia está marcada para dia 17 de março, no GP da Austrália, que abre a temporada.
- Foi um processo um pouco longo e muito angustiante até esse último momento a gente estava sem nada, praticamente. E a gente conseguiu fechar no “último minuto”. O importante é que consegui algo que trabalhava há 11 anos na minha carreira, desde o kart até agora. E realmente é a conquista de um sonho para mim. Vale mais do que qualquer outra coisa – celebrou.
Luiz Razia nasceu em 4 de abril de 1989 na cidade de Barreiras, na Bahia. Sua carreira em monopostos começou em 2005, na F-Renault 2.0 Brasil e na Fórmula 3 Sulamericana, categoria pela qual sagrou-se campeão no ano seguinte. Em 2007, o baiano fez boa temporada na Euro 3000, além de algumas participações na World Series. Sua história na GP2 começou em 2008, com a entrada na divisão asiática da categoria. Nos três anos seguintes, fez temporadas discretas por equipes médias. Paralelamente, alimentava o sonho da F-1 ao participar de testes de jovens pilotos na VRT (atual Marussia) em 2010 e Team Lotus (hoje Caterham) em 2011.
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Luiz Razia testou pela VRT, hoje Marussia, em 2010 (Foto: Getty Images)Luiz Razia testou pela VRT, hoje Marussia, em 2010 (Foto: Getty Images)
Depois de quase ser obrigado a deixar o automobilismo, teve a grande oportunidade da carreira em 2012. Ele entrou na Arden, de Christian Horner, chefe da RBR, bicampeã mundial de pilotos e construtores na F-1. Razia agarrou a chance com unhas e dentes. Fez uma temporada brilhante, com quatro vitórias, e por pouco não faturou o título, que ficou com o italiano Davide Valsecchi. E 2012, o baiano também participou dos testes para novatos pela Force India e STR. Ciente que em tempos de crise econômica mundial, as equipes de F-1 também buscam um suporte financeiro, ele reuniu patrocinadores e conseguiu, enfim, realizar seu grande sonho. Porém, ele lamenta que, para alcançar seu objetivo, não contou com o apoio de investidores nacionais.
- Sempre busquei representar meu país lá fora e levantar a bandeira do Brasil. Mas temos apenas investidores europeus nesse projeto e estamos ainda atrás de uma empresa brasileira para representar. E estamos encontrando muita resistência das empresas o que é frustrante, não acho legal. Nós, pilotos, somos muito cobrados por resultados, mas nunca tive apoio de nenhuma empresa brasileira até aqui. Entramos na F-1 por muito esforço meu, da minha família e do apoio desses parceiros.
Brasileiro largou bem em Sepang (Foto: Divulgação GP2)Em 2012, o brasileiro foi vice da GP2, principal categoria de acesso à Fórmula 1 (Foto: Divulgação)
A busca por um lugar ao sol não foi fácil. Razia manteve conversas com diversas equipes do grid, como STR, Force India, Caterham e Marussia. A princípio, o baiano lutava por um cockpit em uma equipe do pelotão intermediário. Como a filial da RBR manteve a dupla Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne e a concorrência na Force India era grande, o baiano então apostou suas fichas nos times menores. O objetivo maior era estar no grid da F-1 para, aí sim, começar a construir uma história na categoria máxima do esporte a motor.
Luiz Razia faz teste na Force India (Foto: Divulgação)Baiano testou por Force India e STR em 2012 (Foto: Divulgação)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Hélio Castroneves vence o prêmio capacete de ouro

Helio Castroneves foi eleito o melhor entre os pilotos da Indy nesta temporada / Jonathan Ferrey/AFP 
Helio Castroneves foi eleito o melhor entre os pilotos da Indy nesta temporada Jonathan Ferrey/AFP

Helio Castroneves ficou com o prêmio Capacete de Ouro, oferecido pela revista Racing, entregue às personalidades do automobilismo nacional. O evento aconteceu na noite de segunda-feira, no Moinho Eventos, em São Paulo.

O piloto da Penske brigou pelo título em 2012 e terminou a temporada na quarta colocação, com 431 pontos.

No entanto, Castroneves não foi ao evento buscar o prêmio, uma vez que depois que disputou a Corrida do Milhão, da Stock Car, no domingo, voltou aos Estados Unidos para novos testes para a próxima temporada da Fórmula Indy.

O piloto deixou gravado um vídeo em agradecimento. "Puxa vida, meu terceiro capacete de ouro. Lembro quando eu era moleque e isso era muito legal. Infelizmente, não posso estar aí, tenho que estar em Indianápolis trabalhando. O importante é continuar fazendo o que eu amo, que é correr".

Kanaan, nono colocado no Mundial, ficou com o segundo lugar na premiação e Barrichello, o 12º, ficou em terceiro. Dos três pilotos que concorriam ao prêmio, somente Kanaan esteve presente no evento.

Norbert Haug Deixará chefia esportiva da Mercedes-Benz


Norbert Haug usa troféu para se defender de champanhe de Nico Rosberg no pódio (Foto: AFP)Haug se defende de champanhe de Rosberg com
troféu: 1ª vitória da Mercedes na F-1 (Foto: AFP)
Não é apenas o heptacampeão Michael Schumacher que dá adeus na Mercedes neste ano. O alemão Norbert Haug, de 60 anos, deixará o cargo de chefe da divisão esportiva da Mercedes-Benz. Após 22 anos no comando da famosa marca germânica, foi anunciado nesta quinta-feira que o jornalista de formação, em acordo mútuo com o conselho administrativo da empresa, seguirá na função apenas até o fim de 2012, quando termina seu contrato.
Haug dirigia a parte de competições da Mercedes-Benz desde 1990. Nesse período, a montadora obteve sucesso em diversas categorias do automobilismo mundial, como a Fórmula 1, a Fórmula 3 e a DTM (campeonato de turismo alemão), na qual venceu 50% das provas desde 1992.
- Haug foi o rosto do programa de competições da Mercedes por mais de 20 anos. Ele deixou sua marca e foi responsável pelo retorno bem sucedido das Flechas de Prata à F-1. Em nome do conselho e da família Mercedes, gostaria de agradecer a Norbert por sua extraordinária dedicação à estrela de três pontas - declarou Dieter Zetsche, presidente da marca e diretor-executivo da Daimler AG.
Sob o comando de Haug, a Mercedes-Benz retornou à F-1 em 1993 após 40 anos, através da assistência à equipe Sauber. Em 1995, a montadora passou a fornecer motores para aMcLaren, uma parceria de sucesso que rendeu um Mundial de Construtores (1998) e três de pilotos – Mika Hakkinen (1998 e 1999) e Lewis Hamilton (2008). Em 2010, a marca voltou a competir na F-1 como equipe ao comprar a Brawn GP. A última vez havia sido em 1955.
Haug aproveitou para agradecer à Mercedes-Benz pelas mais de duas décadas de trabalho e lamentou o insucesso da marca até o momento desde que ingressou na F-1 como equipe. No próximo ano, Lewis Hamilton, da McLaren, assumirá o lugar de Schumi, e fará dupla com Nico Rosberg.
- Gostaria de agradecer à melhor companhia de carros do mundo por esses 22 anos, em que nunca houve um momento sem paixão. Particularmente, gostaria de agradecer ao conselho pela confiança e liberdade que sempre me deram. Alcançamos muitos objetivos e vitórias. Infelizmente, com apenas uma vitória desde fundarmos nossa própria equipe de F-1 em 2010, nós não conseguimos cumprir nossas expectativas. Porém, demos os passos certos para sermos bem sucedidos no futuro. Nosso time e nossos pilotos farão de tudo para atingir essas metas - declarou.
 

Bernie minimiza fim da HRT: 'Preferia dez times, desde que Ferrari não saia'


Em junho, Luca di Montezemolo e Bernie Ecclestone trocavam afagos nos bastidores da F-1 (Foto: Getty Images)Luca di Montezemolo - presidente da Ferrari -  e
Ecclestone abraçados (Foto: Getty Images)
Em 2013, a Fórmula 1 não deverá ter 12 equipes e 24 carros na pista como neste ano. Com problemas financeiros, a HRT foi colocada à venda e não apareceu na lista de inscritos da próxima temporada, divulgada pela FIA no fim de novembro. Porém, se depender de Bernie Ecclestone, dono dos direitos comerciais da categoria, mais um time poderia sair, sem problemas. Diretor da Formula One Administration (FOA) e da Formula One Management (FOM), o poderoso britânico de 82 anos acha que dez times seria o número ideal para a F-1. Mas para ele, apenas uma equipe teria status de intocável e não poderia deixar a categoria: aFerrari, escuderia mais tradicional e que disputou todas as 63 etapas da história.
- Eu preferia ter dez. Nunca quis ter 12. Com dez, é mais fácil de lidar, tanto para os promoteres, quanto para o transporte. Preferimos ter dez, desde que não fiquemos sem a Ferrari – admitiu Ecclestone, desdenhando de outros times tradicionais como McLaren, Williams, Lotus e a nova grande RBR.
montagem do carro da HRT (Foto: Felipe Siqueira / Globoesporte.com)HRT não está na lista de times inscritos para temporada 2013 (Foto: Felipe Siqueira / Globoesporte.com)
A F-1 contou com apenas dez times no grid no início da última década e em 2009. Em 2010, uma iniciativa do ex-presidente da FIA Max Mosley proporcionou a entrada três novas escuderias na categoria: a Lotus (atual Caterham), a VRT (hoje Marussia) e a Hispania (HRT). Com a saída da Toyota, o número ficou em 12, quantidade que permaneceu igual nos anos seguintes. Porém, em razão do baixo rendimento das equipes "nanicas", o projeto acabou não rendendo resultados significativos.
Curiosamente, Ecclestone se envolveu em uma polêmica recentemente justamente com Luca di Montezemolo, atual presidente da Ferrari. O dirigente do time de Maranello declarou que Bernie era muito velho para comandar a F-1 e recebeu uma resposta à altura:
- Eu tenho 82 anos, ninguém pode negar isso. Mas tempos atrás eu costumava debater as coisas com um senhor de 88 anos, quando Luca tinha apenas 40. Seu nome era Enzo Ferrari.
felipe massa ferrari gp dos eua (Foto: Agência Getty Images)Ferrari, de Felipe Massa e Fernando Alonso, é considera intocável por Bernie (Foto: Getty Images)

Alguersuari Quer Voltar A F1


Ele tem apenas 22 anos e já carrega nas costas três temporadas de Fórmula 1, além de um ano como piloto de testes da fornecedora de pneus. Fora da categoria, Jaime Alguersuari não nega sua intenção de retornar, e segue trabalhando para isso. No Brasil para disputar as 500 milhas de kart, o espanhol diz que está negociando para disputar a temporada 2012 e garante que uma decisão sobre seu futuro não passa do fim deste ano.
O espanhol Jaime Alguersuari, que negocia para voltar à F-1, é um dos mais empolgados com a prova (Foto: Alexandre Grunwald / Globoesporte.com)O espanhol Jaime Alguersuari negocia para voltar à F-1 e se diverte no kart (Foto: Bruno Terena / divulgação)
- Minha vida é a Fórmula 1. É onde quero estar, é onde estive nos últimos três anos. Agora, com a experiência que obtive junto à Pirelli, creio que isso terá um peso grande para o ano que vem. Todavia, não sei onde vou estar, como vai ser. Acho que nesta semana, ou na próxima, poderei revelar o que farei – disse, entre um treino e outro no kartódromo Beto Carrero World, em Santa Catarina.
Jaime mantem seu estilo despojado, que marcou seus três anos de atuação na equipe STR, pela qual se tornou o mais jovem competidor de toda a história da categoria – ele estreou aos 19 anos de idade na categoria. Porém, demonstra maturidade ao falar sobre seus objetivos em um possível retorno à elite do automobilismo.
- Estou muito motivado e com muita vontade de voltar a guiar na F-1 com um carro competitivo. Para mim, a única forma viável de estar na categoria é ter um carro que te dê chances de ficar no top 10. A Fórmula 1 é completamente diferente daquilo que nós podemos entender como competição. A diferença de outros esportes é que, se você não tem um carro competitivo, não pode fazer nada. O único objetivo é ganhar do companheiro de equipe – resume.
Jaime Alguersuari no treino do GP de Cingapura (Foto: AP)Alguersuari guiou três anos pela equipe STR na Fórmula 1 (Foto: AP)
Sem dar pistas sobre qual equipe teria preferência sobre seu passe, o espanhol aproveita e traça um paralelo entre momento do automobilismo brasileiro na F-1 – que por enquanto tem apenas Felipe Massa confirmado para a próxima temporada – e a situação de seu país, que passa por uma crise econômica após um período de grande fartura. Cenários que, segundo ele, afetam os investimentos nos pilotos destes países.
- O Brasil teve grandes pilotos na Fórmula 1 no passado e terá no futuro. Esta é uma escola fantástica. E estas corridas de kart são o início para gerar campeões. A situação atual do Brasil não é muito diferente da Espanha, que hoje só tem um piloto. Na F-1, as coisas mudam muito rápido, é um mundo muito imprevisível, como o futebol – filosofa.